Vamos a Votos!

Projeto do 2.º ano – Escolas EB1 de Tires 2 e EB1 de Trajouce

Atividade Animais como nós

Conhecer os Direitos das Crianças e dos Animais.

Aprender como cuidar dos animais com a Molly, uma linda e meiga cadela Golden Retriever.

 

Viva a Biblioteca – Ler para Ser – 1.º Ciclo

imagem viva a BE

Iniciaram-se, no dia 14 de janeiro, os projetos do 2.º Ano e do 3.º ano.

Incidindo essencialmente nos temas previstos para a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, este projeto pretende:

  • Capacitar para o uso, reflexão e compreensão de textos multimodais e domínio de diferentes formas de expressão oral, escrita e multimédia – Literacia da Leitura
  • Capacitar para o uso dos Media de forma criativa, informada e eticamente responsável – Literacia dos Media
  • Capacitar para o uso dos Media de forma criativa, informada e eticamente responsável – Literacia dos Media
  • Capacitar para o acesso, produção e uso crítico da informação e para uma comunicação eficaz, ética e socialmente responsável – Literacia da Informação
  • Capacitar para o uso das novas tecnologias como forma de desenvolvimento de outras Literacias – Literacia Digital
  • Desenvolver Competências Sociais e outras Literacias (Cientifica, Geográfica…)Ao longo do 2.º período a biblioteca irá trabalhar com os professores e alunos do 2.º ano e do 3.º ano com os seguintes projetos:

     2.º Ano – Vamos a votos!

 –  Atividades: Animais como nós, Campanha Eleitoral, Histórias com Pais e Filhos e Chá com letras. 

 – Temas de Cidadania a trabalhar: Os direitos da criança e do animal, bem-estar animal,  indisciplina, bullying e valores da democracia.

eleicao dos bichos

         3.º Ano – Círculo de Leitura

–  Atividades: Círculo de Leitura, Jogar com os Media, Histórias com os Media e o 3.º Ano apresenta

 – Temas de Cidadania a trabalhar: Educar para os Media (Comunicar e informar – direitos e deveres), o marketing e a publicidade, os Media e o consumo, comunicar com os Media e valor do dinheiro

10 minutos a ler

Como já foi publicado, as obras adquiridas no âmbito do Projeto 10 minutos a ler, foram selecionadas com base num inquérito aos alunos.

Da análise deste inquérito, aplicado a 96 alunos leitores (do 5.º ao 12.º anos), apurou-se, ainda, o seguinte:

Numero de horas dedicadas à leitura por dia (média)

  • 2% – 2 horas
  • 5% – 1 hora e 30 minutos
  • 59% – 1 hora
  • 25% – 30 minutos
  • 7% – 20 minutos
  • 2% – 15 minutos

Momentos do dia dedicados à leitura

  • 55% – Noite
  • 17% – Final da tarde e noite
  • 14% – A qualquer hora / nos tempos livres
  • 12% – Final da tarde
  • 2% – Manhã e Noite

Jornal CreAção – n.º46

Já saiu o jornal CreAção! Com 56 páginas, contou com uma equipa de 14 jornalistas efetivos (11 alunos e 3 professores) e 45 colaboradores, alunos e professores.

Aqui ficam os Temas de Capa e o Editorial…

jornal 46

Queridos leitores, antes de mais, um feliz ano novo! Que volte a loucura dos anos 20, sem o contexto que a motivou…embora a atualidade não esteja grande coisa…

Mais um número do nosso jornal que espelha o grande projeto do AEFGA: desenvolver qualidades humanas como a empatia (já faz explicitamente parte do currículo de ensino da Dinamarca), a solidariedade, a responsabilidade por si e pelo outro, o compromisso com o exercício da cidadania, o conhecimento, a autonomia e… a felicidade.

Queremos que os nossos alunos se questionem sobre o seu mundo porque…

Não é normal que a Porto Editora tenha anunciado que a expressão do ano em 2019 foi violência doméstica, em consequência dos inúmeros casos que foram sendo conhecidos e que resultaram em 35 vítimas mortais em Portugal só no ano passado…

Não é normal que continuem a morrer centenas de refugiados às portas da Europa, mas já ninguém fale nisso, já não é notícia… e até se condenam voluntários que salvaram vidas na Grécia a 25 anos de prisão …

Não é normal esquecermos Moçambique apenas nove meses após o trágico ciclone, ignorando que continua a necessitar de ajuda humanitária…

Não é normal (ou será) que tenha de ser uma jovem adolescente a insurgir-se contra a incúria dos poderosos que nos roubam o planeta (o Dicionário Collins escolheu greve climática como expressão do ano)…

Não é normal que no séc. XXI proliferem visões céticas ou negacionistas em relação às alterações climáticas e à influência da atividade humana no fenómeno, contrariando a quase totalidade da comunidade científica mundial…

Não é normal que o 1 de abril seja agora o ano inteiro com a proliferação de notícias falsas que têm de ser sujeitas, cada vez mais, a um polígrafo rigoroso…

Não é normal que Portugal esteja 34 lugares abaixo da Islândia no que diz respeito ao nível da paridade de géneros e que tenhamos de “esperar mais de dois séculos, até ao ano 2276 para conseguir garantir uma completa igualdade entre homens e mulheres no acesso ao emprego, oportunidades de carreira e igualdade salarial” ( in Expresso- Economia, 28/12/2019)

Não é normal que um estado decida assassinar um dos mais importantes dirigentes de um país adversário e se vanglorie do ato que faz escalar ódios, vinganças, retaliações (e preço do petróleo…), só para desviar a atenção do processo judicial que lhe foi movido…

Não é normal que médicos estejam a ser agredidos por pacientes impacientes a quem falta a paciência de esperar horas para serem atendidos porque faltam recursos humanos no SNS…

Não é normal que dois jovens sejam brutalmente assassinados, um em Lisboa no Campo Grande, outro em Bragança e se insinue que um caso não teve tanta repercussão mediática como o outro…

O que fazer?

Fugir para Marte é uma excelente hipótese para nos pôr a pensar a ciência, a físico-química, o movimento, a cultura, a vida, mas como projeto de trabalho no AEFGA, não na realidade…ainda…

Ler também é um bom remédio porque nos faz pensar e constitui um caminho para resgatar a moral perdida…

Sensibilizar, expor, chamar a atenção para estes casos numa Semana S sempre…

Participar em campanhas de ajuda de organizações não governamentais que não esquecem os desprotegidos…

Conhecer, interessarmo-nos pelo mundo e procurarmos saber o como e o porquê das coisas, abrindo a consciência, tornando-nos mais aptos a intervir no mundo…

Ouvir quem sabe, como o grande pensador Carvalho Rodrigues que integra saberes como só os sábios fazem e nos lembra que a sobrevivência das espécies depende da cooperação…

“É melhor uma juventude inquieta do que uma juventude submissa” proferiu Mia Couto na apresentação do livro O tempo da juventude de Alcinda Honwansa, em 2013, Maputo ( texto que faz parte da coletânea que estou a ler O universo num grão de areia). Que raiva não ser poeta ou escritora, não ter trazido as palavras guardadas na algibeira… eles dizem tão bem, melhor que ninguém.

 Prof. Manuela Inácio