A Teca faz 3 anos

Hoje, dia 31 de Outubro, a Teca a nossa cadelinha leitora faz três anos.

A Teca, cujo nome deriva da palavra BiblioTeca, frequenta as nossas escolas desde os 3 meses. Já participou em vários atividades, de que se destacam:

Parabéns Teca!!!

Dia Internacional das Bibliotecas Escolares

Outubro é o mês internacional das bibliotecas escolares.

As bibliotecas escolares desempenham um papel muito importante nas escolas e são um veículo de transmissão de conhecimento.

O Dia da Biblioteca Escolar é celebrado na quarta segunda feira do mês de outubro – este ano calha no dia 26. Este dia tem como objetivo destacar a importância das bibliotecas escolares na educação, assim como promover o gosto pela leitura. Para assinalar esta data a biblioteca vai receber ao longo da semana todas as turmas do 5.º ano.

Concurso Alfredo da Silva

O Concurso Alfredo da Silva inscreve-se no âmbito das comemorações dos 150 anos do nascimento deste industrial e empresário português e visa premiar os melhores trabalhos dos alunos do 3.º ciclo, ensino secundário e ensino profissional.  É promovido pela Fundação Amélia de Mello e pelo Ministério da Educação.Cada Agrupamento de Escolas poderá participar apenas com um trabalho por categoria.

As categorias são as seguintes: A- Trabalhos escritos / B- Trabalhos em suporte vídeo ou fotografia / C- Trabalhos de desenho, pintura ou de escultura.

 As candidaturas deverão ser apresentadas, por intermédio dos Agrupamentos de Escolas até 19 de março de 2021.

Os prémios para os melhores trabalhos dos alunos do ensino secundário e ensino profissional consistirão numa bolsa de estudos e na oferta de uma viagem à fábrica da Bondalti em Espanha. Os prémios para os melhores trabalhos dos alunos do 3.º ciclo do ensino básico consistirão numa bolsa de estudos.

As bolsas de estudo terão os seguintes valores: – 1.º classificado: bolsa de 5000 euros / 2.º classificado: bolsa de 1000 euros / 3.º classificado: bolsa de 500 euros

Os Agrupamentos de Escolasem que se encontrem matriculados os alunos premiados, receberão cada uma a quantia de 10.000 euros, para projetos que serão apresentados na abertura do concurso e que acompanharão a apresentação de cada candidatura.

Em relação às candidaturas coletivas, não efetuadas individualmente (equipa até 3 elementos), o valor do prémio será repartido entre todos os alunos incluídos na respetiva candidatura. No caso de existirem prémios ex aequo, o respetivo valor será repartido de forma igualitária de entre os escolhidos nessa categoria.

Mais informações – https://alfredodasilva150anos.pt/regulamento/

Dia Internacional do Combate ao Bullying

Comemora-se hoje, dia 20 de outubro, O Dia Internacional do Combate ao Bullying. É nas escolas que este problema é mais grave – cerca de 30% dos alunos das escolas de todo o mundo já foram vítimas de bullying ou cyberbullyig e milhões de crianças e jovens têm medo de ir à escola. Devido à gravidade da situação, a UNESCO criou mais uma data para denunciar este problema — o dia 5 de novembro é, a partir deste ano, o Dia Internacional contra a Violência e o Bullying na Escola.

Convidamos, assim, a comunidade AEFGA a desenvolver esta temática para a Semana S, sensibilizar para…, que irá decorrer de 7 a 11 de dezembro, sob o tema Escola sem Bullying. A ideia é que se comece a trabalhar a problemática no final de outubro/início de novembro e que os trabalhos produzidos sejam divulgados durante a Semana S. A biblioteca desenvolveu vários kits de aula sobre bullying,  com sugestões de atividades direcionadas para os seguintes anos:

· 3.º ano – Uma questão de azul escuro

· 5.º ano – Brigada anti-bullying

· 7.º ano O cão que comia a chuva

· 9.º ano – Marion, para sempre 13 anos

· 11.º ano – CiberbullyAmeaça virtual

Toda a documentação referente aos Kits foi colocada na Plataforma Moodle no espaço da Biblioteca Professores, na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento Kits de aula Bullying. 

Louise Glück

Prémio Nobel da Literatura de 2020

Louise Glück tornou-se a 16.ª mulher a ser galardoada com o Prémio Nobel da Literatura. A escritora é a terceira norte-americana a receber o prémio e a primeira poeta dos Estados Unidos da América a ser laureada. Considerada uma das mais importantes poetas norte-americanas, a importância da sua obra tem sido reconhecida também fora do seu país natal, mas tem recebido pouca atenção em Portugal, onde nenhum dos seus livros se encontra publicado.

As obras da norte-americana não estão publicadas em Portugal, mas alguns dos seus poemas foram traduzidos e apresentados em antologias e revistas. “O Poder de Circe” e “Paisagem/3” são dois deles.

Observador, 08 out. 2020 (adaptado)

O Poder de Circe


Nunca transformei ninguém em porco.
Algumas pessoas são porcos; faço-os
parecerem-se a porcos.

Estou farta do vosso mundo
que permite que o exterior disfarce o interior.

Os teus homens não eram maus;
uma vida indisciplinada
fez-lhes isso. Como porcos,

sob o meu cuidado
e das minhas ajudantes,
tornaram-se mais dóceis.

Depois reverti o encanto,
mostrando-te a minha boa vontade
e o meu poder. Eu vi

que poderíamos ser aqui felizes,
como o são os homens e as mulheres
de exigências simples. Ao mesmo tempo,
previ a tua partida,

os teus homens, com a minha ajuda, sujeitando
o mar ruidoso e sobressaltado. Pensas
que algumas lágrimas me perturbam? Meu amigo,
toda a feiticeira tem
um coração pragmático; ninguém

vê o essencial que não possa
enfrentar os limites. Se apenas te quisesse ter
podia ter-te aprisionado.

*Poema publicado originalmente na coletânea Meadowlands (1996), com o título “Circe’s Power”. Editado em Portugal na antologia Rosa do Mundo. 2001 Poemas Para o Futuro (2001), da Assírio & Alvim, numa tradução de José Alberto Oliveira. A antologia encontra-se atualmente esgotada.

Paisagem/3

Nos fins do outono uma rapariga deitou fogo

A um trigal. O outono fora muito seco; o campo
ardeu como palha.

Depois não sobrou nada.
Se o atravessávamos, não víamos nada.

Nada havia para colher, para cheirar.
Os cavalos não compreendem –

Onde está o campo, parecem dizer.
Como tu ou eu a perguntar
onde está a nossa casa.

Ninguém sabe responder-lhes.
Não sobra nada;
resta-nos esperar, a bem do lavrador,
que o seguro pague.

É como perder um ano de vida.
Em que perderias um ano da tua vida?

Mais tarde regressas ao velho lugar –
só restam cinzas: negrume e vazio.

Pensas: como pude viver aqui?

Mas na altura era diferente,
mesmo no último verão. A terra agia
como se nada de mal pudesse acontecer-lhe.

Um único fósforo foi quanto bastou.
Mas no momento certo – teve de ser no momento certo.

O campo crestado, seco –
a morte já a postos
por assim dizer.

*Terceira parte do poema “Landscape”, de Averno (2006), traduzido por Rui Pires Cabral. Os versos foram publicados no n.º 12 da revista Telhados de Vidro, da editora Averno, em maio de 2009.